A pandemia de covid-19, há cinco anos, trouxe desafios devastadores para pequenos negócios, com mais de 700 mil fechando as portas apenas nos primeiros meses, segundo o IBGE. No entanto, também acelerou a transformação digital, impulsionando modelos inovadores que priorizaram tecnologia, autoatendimento e experiência do consumidor. Empresas como a Airlocker, que oferece armários inteligentes para entregas, e a market4u, rede de mercados autônomos, prosperaram ao adaptar soluções às novas demandas por conveniência e segurança.
A Airlocker, inicialmente focada em lavanderias, expandiu-se para um marketplace de entregas, registrando crescimento de 1033% após migrar para franquias. Já a market4u viu sua expansão acelerada em condomínios, atendendo à necessidade de compras sem contato físico. Ambas destacam a importância da experiência do usuário e da automação, tendências que permanecem relevantes mesmo com a retomada das atividades presenciais.
Especialistas apontam que a inovação contínua e modelos híbridos (físico-digitais) serão essenciais para a sustentabilidade desses negócios no pós-pandemia. A economia colaborativa e o uso inteligente de plataformas digitais são vistos como pilares para manter a relevância em um mercado cada vez mais dinâmico. A pandemia, assim, não apenas remodelou setores, mas consolidou mudanças permanentes no comportamento do consumidor e nas estratégias empresariais.