A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, tem se destacado como uma defensora dos pequenos países em discussões climáticas globais, especialmente após a eleição de Donald Trump. Em um evento no ano anterior, Mottley sugeriu que países deveriam buscar engajamento com o então presidente eleito dos EUA para sensibilizá-lo sobre a importância das questões climáticas. No entanto, com a ascensão de Trump e sua agenda de retroceder no combate às mudanças climáticas, Mottley adaptou sua abordagem, enfatizando que os países pequenos precisariam traçar seus próprios caminhos em busca de soluções sustentáveis.
Durante a Conferência Global SEforAll, realizada em Barbados, a ausência de um foco direto na figura de Trump foi notável, já que a conversa passou a se concentrar em como os países em desenvolvimento poderiam avançar sem o apoio ativo dos Estados Unidos. Em um cenário onde a ajuda financeira dos EUA nunca foi tão substancial quanto esperado, os países da região global sul estão buscando alternativas para financiar a transição para energias limpas, incluindo parcerias entre nações do sul, instituições financeiras locais e iniciativas como a do Banco de Desenvolvimento da Nova Rota da Seda da China.
Esse novo foco em colaboração sul-sul, onde países em desenvolvimento se unem para compartilhar recursos e investimentos, reflete uma mudança de paradigma. Além disso, o conceito de “financiamento misto”, que combina recursos públicos e privados, tem ganhado relevância, com a crescente participação de organizações filantrópicas. Com a diminuição da dependência dos Estados Unidos, a dinâmica global das energias renováveis parece estar se reconfigurando, com maior protagonismo de economias emergentes.