Em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, pais de alunos de uma escola particular acusam a instituição de estelionato. Segundo os responsáveis, a Escola Gemini fechou suas portas após cobrar a rematrícula dos estudantes para o ano letivo de 2025. O fechamento da escola gerou um prejuízo de cerca de R$ 400 mil, mobilizando pelo menos 30 pais que se uniram para reivindicar o reembolso das taxas pagas. A situação gerou um inquérito policial, e a Polícia Civil investiga o caso.
A proprietária da escola alegou dificuldades financeiras e problemas com o aluguel do prédio, que levou a um processo de despejo em 2023. Em entrevista, o advogado da escola explicou que a campanha de rematrícula com descontos ocorreu em meio às negociações para a renovação do contrato de locação, mas que a situação não foi resolvida a tempo, resultando no fechamento da unidade. Ele afirmou que todos os pais que pagaram pela rematrícula receberiam o reembolso.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública confirmou a investigação do caso e destacou que 13 boletins de ocorrência haviam sido registrados. A Diretoria de Ensino de Caraguatatuba, por sua vez, informou que tomou medidas para evitar prejuízos pedagógicos aos alunos, garantindo que fossem encaminhados para outras escolas e que os pais foram devidamente comunicados sobre a situação.