O preço do ouro atingiu sua maior cotação histórica na quinta-feira (13), impulsionado por dados de inflação mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos e pelo aumento nas compras do metal por bancos centrais globalmente. O contrato de ouro para abril fechou o dia com alta de 1,51%, alcançando US$ 2.991,30 por onça-troy, superando o recorde anterior de fevereiro. A inflação mais baixa reforça a expectativa de que o Federal Reserve possa adotar uma postura mais flexível em sua política monetária, o que favorece o ouro, que não oferece rendimento.
Além disso, o metal precioso tem sido procurado como um ativo de refúgio seguro em meio à crescente volatilidade do mercado. A demanda por ouro aumentou consideravelmente, com destaque para a Bolívia e a China, que também ampliaram suas compras, buscando fortalecer suas reservas internacionais. A decisão da Bolívia de quadruplicar as compras de ouro visa fortalecer as reservas do Banco Central, enquanto o Banco Central chinês já compra o metal há quatro meses consecutivos.
Analistas também destacam que os estoques de ouro nos Estados Unidos aumentaram, refletindo a antecipação de demanda futura devido à possibilidade de novas tarifas. Se as tarifas forem impostas, isso pode gerar um excesso de estoque no mercado norte-americano, o que, por sua vez, pode impactar a demanda. Com o cenário global de inflação controlada, o ouro se posiciona como uma opção cada vez mais atraente para investidores em busca de segurança em tempos de incerteza econômica.