Um documentário premiado no Oscar, que retrata a resistência de uma comunidade no território palestino da Cisjordânia, trouxe à tona as tensões contínuas na região. O filme, vencedor na categoria de melhor documentário, acompanha a luta dos moradores de Masafer Yatta contra despejos forçados e violência de colonos, além de demolições realizadas pelo exército israelense. Durante a cerimônia, os diretores do filme — um palestino e um israelense — destacaram a disparidade de direitos entre os dois povos e defenderam uma solução política que garanta direitos nacionais para ambos.
O discurso dos cineastas chamou atenção para o regime jurídico desigual na Cisjordânia, onde israelenses vivem sob leis civis, enquanto palestinos estão sujeitos a normas militares. A fala também criticou a supremacia étnica e reforçou a necessidade de um caminho alternativo, baseado em igualdade de direitos. O filme, ao documentar a realidade local, serve como um registro das dificuldades enfrentadas pelas comunidades palestinas sob ocupação.
A premiação do documentário amplificou o debate sobre a situação na Cisjordânia, onde conflitos entre colonos israelenses, forças militares e residentes palestinos seguem intensos. A obra não apenas expõe as violações de direitos, mas também ressalta a importância do diálogo e de uma resolução política justa. A repercussão do filme reforça o papel do cinema como ferramenta de denúncia e conscientização sobre crises humanitárias.