O diretor israelense vencedor do Oscar pelo documentário “No Other Land” criticou publicamente a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por sua resposta ao ataque violento sofrido por seu co-diretor palestino. O colega foi agredido por colonos e detido por forças israelenses na Cisjordânia nesta semana. A Academia, que havia sido acusada de silêncio inicialmente, emitiu uma declaração interna defendendo sua postura, o que gerou novas críticas.
O cineasta e jornalista israelense expressou insatisfação com a falta de posicionamento público da instituição em apoio ao colega. Em comunicado divulgado aos membros na quarta-feira, a Academia justificou sua reserva, mas a explicação foi considerada insuficiente pelo diretor, que destacou a importância de se pronunciar contra a violência.
O incidente reacendeu o debate sobre o papel de entidades culturais em conflitos políticos, especialmente quando envolvem membros de suas próprias comunidades. A situação também levantou questões sobre a neutralidade de organizações artísticas em meio a tensões geopolíticas. A Academia ainda não se manifestou publicamente sobre as críticas.