A oposição na Câmara dos Deputados deve intensificar os esforços nesta semana para acelerar a tramitação do projeto de lei que prevê anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O retorno do presidente da Casa, que estava em viagem oficial ao Japão, deve ser marcado por reuniões com líderes partidários, especialmente do PL, que defendem a aprovação de um requerimento de urgência para votação direta no plenário, sem análise prévia de comissões. A expectativa é que o tema seja votado a partir de 8 de abril, caso haja consenso.
O projeto ganhou relevância após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal envolvendo figuras políticas ligadas aos eventos de 2023. Enquanto a oposição ameaça obstruir a pauta de votações caso a proposta não seja incluída, governistas criticam a manobra, acusando-a de prejudicar agendas prioritárias para o país. A tensão reflete o impasse em torno do tema, que está parado desde o ano passado, após mudanças no trâmite pela então presidência da Câmara.
A criação de uma comissão especial para analisar a matéria depende agora do aval do atual presidente da Casa, que busca ouvir tanto governo quanto oposição antes de tomar uma decisão. O assunto divide parlamentares e expõe as disputas políticas em torno do tema, sem perspectivas claras de resolução no curto prazo. Enquanto isso, a pressão de ambos os lados deve continuar a dominar os debates no Legislativo.