O conselho municipal de Istambul, controlado pela oposição, elegeu um prefeito interino para administrar a cidade após a prisão do atual prefeito, que aguarda julgamento por acusações de corrupção. O caso, que ele e seus apoiadores consideram politizado, desencadeou os maiores protestos antigovernamentais na Turquia em mais de uma década, com centenas de milhares de pessoas saindo às ruas em manifestações majoritariamente pacíficas. A detenção foi criticada por partidos de oposição e grupos de direitos humanos, que a classificaram como uma medida antidemocrática para eliminar uma ameaça eleitoral.
O governo turco nega interferência no Judiciário e afirma que os tribunais são independentes. Enquanto isso, o conselho de Istambul, onde a oposição detém maioria, escolheu um prefeito interino para evitar a nomeação de um interventor pelo governo, prática adotada em outras cidades do país. A eleição do interino foi vista como uma forma de resistência contra o que a oposição chama de tentativa de minar sua influência.
O novo prefeito interino afirmou que assumiu o cargo temporariamente e expressou confiança na rápida volta do prefeito eleito. Líderes da oposição destacaram que os protestos e a mobilização popular frustraram planos de intervenção, reforçando a resistência contra medidas consideradas autoritárias. O caso continua a polarizar o cenário político turco, com repercussões tanto no país quanto no exterior.