A prefeitura do Rio de Janeiro, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária, demoliu 19 construções irregulares no entorno do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. As edificações estavam localizadas em área de segurança, onde a lei proibe construções. Do total, 12 estavam desocupadas, duas habitadas e cinco serviam como criadouros de animais. Durante a ação, foram apreendidos cabos de fibra ótica e interrompidas ligações clandestinas de água e energia. Autoridades estimam prejuízo de R$ 2 milhões aos responsáveis.
A operação foi baseada em um mapeamento que identificou a presença de organizações criminosas na região, com o objetivo de desarticular atividades ilegais no entorno do presídio. Segundo relatórios, grupos criminosos usavam as construções para facilitar a entrada de itens proibidos e planejar fugas. Uma liminar ainda impede a remoção de uma estrutura, mas as demolições seguem avançando.
No mês anterior, outra ação resultou na demolição de 22 construções irregulares na mesma área. O Ministério Público alerta que invasões e edificações clandestinas, supostamente controladas por facções, representam riscos à segurança do complexo prisional. As ações buscam combater a consolidação de bases criminosas no local, que ameaçam a ordem pública e a integridade do sistema carcerário.