O tráfico de armas no Rio de Janeiro tem sido facilitado por esquemas de importação clandestina envolvendo transportadoras internacionais e empresas de logística. O foco da investigação recai sobre um grupo criminoso que utilizava os Correios, DHL e outras transportadoras para enviar armamentos pesados, como fuzis e granadas, além de drones e equipamentos anti-drone. A operação da Polícia Federal revelou um sistema de compras recorrentes, com pagamentos realizados em grandes quantias por meio de transferências eletrônicas e movimentações via Pix.
O esquema foi coordenado por um membro da facção criminosa, que atuava como intermediário entre fornecedores internacionais e o grupo. De acordo com os investigadores, os produtos eram adquiridos de fornecedores na China e no Paraguai, com o pagamento feito em dólares e o envio monitorado por códigos de rastreamento. A facção comprava fuzis por valores que variavam de R$ 7.500 a R$ 15.000, utilizando pessoas intermediárias para ocultar a origem e o destino das mercadorias ilegais.
A Polícia Federal destacou a importância da colaboração entre diferentes órgãos de segurança para enfrentar o tráfico de armas no Brasil. A investigação segue em andamento, com tentativas de captura de membros do grupo envolvido. Embora algumas empresas de transporte estejam cooperando com as autoridades, a operação trouxe à tona a complexidade da luta contra o tráfico internacional de armamentos no país.