A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu dois irmãos foragidos na manhã de sexta-feira (28), como parte da operação Caça-Fantasmas, iniciada em novembro de 2024. A dupla integrava uma organização criminosa sediada em Unaí, especializada em crimes como sonegação fiscal, emissão de notas falsas, criação de empresas fantasmas e lavagem de dinheiro. Segundo investigações, o grupo causou um prejuízo superior a R$ 600 milhões aos cofres públicos, com emissão de notas frias que ultrapassaram R$ 5 bilhões.
Os irmãos, de 24 e 40 anos, foram localizados próximo à divisa entre Goiás e Bahia, em uma ação conjunta da Agência de Inteligência e do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, com apoio do Ministério Público, da Polícia Rodoviária Federal e de órgãos de Goiás. Esta não foi a primeira prisão relacionada à operação: em dezembro de 2024, outro foragido foi detido em Mato Grosso, portando 33 cheques no valor total de R$ 1,3 milhão, vinculados à organização.
A operação destacou a atuação coordenada entre diferentes instituições para combater crimes financeiros de grande escala. As investigações continuam em andamento, com foco em desmantelar completamente a rede criminosa e recuperar parte dos prejuízos causados ao erário público.