A Polícia Federal (PF) prendeu 12 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida na produção e venda ilegal de cigarros no Rio de Janeiro. Entre os alvos da operação Libertatis 2, deflagrada nesta quinta-feira (27), estava um assessor da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, apontado como um dos principais gerentes do grupo. As investigações, que duraram dois anos, revelaram transferências bancárias, envio de dinheiro ao exterior e lavagem de recursos, com bens bloqueados avaliados em R$ 350 milhões.
A organização operava com fábricas clandestinas, empregando mão de obra em condições análogas à escravidão, além de coagir comerciantes a revender seus produtos. A PF também identificou a participação de agentes públicos, incluindo policiais, que supostamente garantiam a segurança das operações ilegais. O grupo é acusado de crimes como tráfico de pessoas, falsificação e evasão de divisas, seguindo um modelo semelhante ao do jogo ilegal no estado.
A investigação teve início após o resgate de trabalhadores paraguaios em condições precárias na Baixada Fluminense, em 2023. O suposto líder da organização, atualmente foragido, já havia sido investigado por outros crimes, incluindo homicídios e lavagem de dinheiro. A operação contou com a colaboração de múltiplas agências, incluindo o Ministério Público Federal e a Receita Federal, destacando a complexidade e o alcance da rede criminosa.