Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, batizada de Pecunia Sanguinis, cumpriu dez mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (26) contra um grupo paramilitar acusado de lavagem de dinheiro. As investigações apontam que, em apenas seis meses, R$ 1,5 milhão teriam sido movimentados por um taxista ligado à organização. Parte desse valor estaria diretamente vinculada a um policial militar investigado por homicídios e supostamente envolvido na liderança da milícia.
O caso ganhou notoriedade após um episódio em 2014, quando uma mulher foi baleada por engano durante uma operação policial no Morro da Congonha, em Madureira. O corpo da vítima foi arrastado por 350 metros após cair de uma viatura. Na época, os policiais envolvidos foram inocentados por um tribunal do júri, que alegou “erro de execução”. O grupo atuava no 9º BPM, em Rocha Miranda.
A milícia em questão atua no Morro do Quitungo, na Zona Norte do Rio, e é investigada por crimes como homicídios e lavagem de dinheiro. A operação desta quarta mira especificamente o fluxo financeiro do grupo, buscando desarticular sua estrutura. As investigações continuam em andamento, com foco em identificar outros envolvidos e comprovar as acusações.