Uma operação conjunta do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (CIPE/PMBA) interrompeu um torneio ilegal de caça a animais silvestres, principalmente tatus, no distrito de Riacho Seco, em Curaçá, norte da Bahia. A ação, realizada no domingo (30), resgatou os animais, apreendeu equipamentos de caça e aplicou penalidades aos envolvidos. Um tatu ferido foi encaminhado para tratamento, enquanto os demais foram soltos na natureza.
A prática, organizada por meio de redes sociais, incentivava competições para caçar o maior número de tatus, com premiações aos vencedores. O ato é considerado crime ambiental pela Lei nº 9.605/98, que prevê punições para quem maltrata ou ameaça a fauna silvestre. Autoridades destacaram a importância dos tatus para o equilíbrio ecológico da Caatinga, onde algumas espécies estão ameaçadas de extinção.
Entre as espécies mais comuns na região estão o tatu-peba, o tatu-verdadeiro e o tatu-bola-da-caatinga, este último em risco de desaparecer. Os tatus desempenham um papel vital no bioma, dispersando sementes e controlando populações de insetos. A operação reforça a necessidade de combater atividades ilegais que colocam em risco a biodiversidade local.