A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo de emergência para arrecadar US$ 11,2 milhões a fim de apoiar o combate a um surto de ebola em Uganda, que já causou duas mortes. O surto foi identificado em janeiro, em Kampala, após a morte de um enfermeiro em um hospital de referência do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou recentemente o falecimento de uma criança de quatro anos devido à doença, enquanto outros casos continuam a ser monitorados. O surto é causado pela cepa Sudan do ebola, que ainda não possui vacina aprovada.
O financiamento solicitado pela ONU visa conter o surto de ebola em sete distritos de alto risco, com ações planejadas até maio. Os recursos serão utilizados em atividades de controle e prevenção, incluindo vigilância, diagnósticos e medidas para mitigar o impacto socioeconômico nas comunidades afetadas. Kasonde Mwinga, representante da OMS em Uganda, explicou que o objetivo é interromper rapidamente a propagação do vírus e proteger a saúde pública. A falta de uma vacina disponível torna a contenção ainda mais desafiadora.
A crise de saúde pública foi exacerbada pelos cortes nos financiamentos dos Estados Unidos ao setor de saúde de Uganda, após o governo americano ter imposto restrições à ajuda externa. Tradicionalmente, Uganda depende de assistência dos EUA para a gestão de surtos de doenças, incluindo o ebola. Devido aos cortes, a OMS teve que assumir temporariamente várias responsabilidades que antes eram desempenhadas por outras organizações, como o envio de equipes para pontos de fronteira e o manuseio de amostras biológicas. O governo de Uganda enfrenta dificuldades para lidar com a situação sem o apoio completo da ajuda internacional.