A Comissão da ONU responsável por estabelecer os limites da plataforma continental aprovou o pedido do Brasil para ampliar sua área marítima na Margem Equatorial. Com a decisão, o país passa a exercer direitos de soberania e exploração de recursos naturais sobre uma extensão adicional de 360 mil km², além das 200 milhas náuticas já reconhecidas internacionalmente. As negociações duraram sete anos e representam um marco para a presença brasileira no Atlântico Sul.
A Marinha destacou que a aprovação reforça a soberania nacional na região e amplia o acesso a recursos estratégicos, como reservas de petróleo e gás. A área equivale ao tamanho da Alemanha e consolida os interesses econômicos e geopolíticos do Brasil em águas profundas. A decisão também abre caminho para novas pesquisas e investimentos na região, especialmente pela Petrobras, que já atua na Margem Equatorial.
A expansão aprovada pela ONU consolida anos de esforços diplomáticos e técnicos do Brasil, que apresentou dados científicos para comprovar a extensão de sua plataforma continental. A medida fortalece a posição do país no cenário internacional e garante direitos exclusivos sobre recursos naturais, sem afetar os limites marítimos de outras nações. O resultado é visto como uma vitória para a política externa brasileira e para a estratégia de desenvolvimento sustentável dos oceanos.