A Organização Mundial da Saúde (OMS) planeja reduzir seu orçamento em 21% e diminuir o número de funcionários devido a cortes de financiamento, segundo um memorando interno obtido pela Reuters. A decisão ocorre após os Estados Unidos, maior contribuinte da agência, terem suspendido seu apoio, alegando insatisfação com o manejo da pandemia de Covid-19. Outros países também reduziram repasses para priorizar gastos em defesa, agravando a crise financeira da organização.
O orçamento para 2026 e 2027 deve cair de US$ 5,3 bilhões para US$ 4,2 bilhões, com cortes afetando todos os níveis da OMS, incluindo cargos de liderança em Genebra. A organização afirmou que, apesar dos esforços, não há alternativa a não ser reduzir a escala de operações e o quadro de pessoal. Uma revisão das prioridades de trabalho e alocação de recursos será concluída até o final de abril.
A saída dos EUA exacerbou um cenário já desafiador, com uma lacuna de quase US$ 600 milhões neste ano. A OMS destacou que a combinação de fatores tornou a situação financeira ainda mais crítica, obrigando a medidas drásticas para manter suas atividades essenciais. A agência não comentou imediatamente as informações do memorando.