A Oi, em recuperação judicial pela segunda vez, começou a desmobilizar suas redes de cobre, que por décadas sustentaram a telefonia fixa no Brasil. A operadora vai vender o material como sucata para a V.tal, empresa ligada ao BTG Pactual, como parte de seu plano de recuperação. A medida visa reduzir custos com manutenção de infraestrutura obsoleta, que gerava prejuízos, após a Anatel autorizar a migração do regime de concessão para autorização.
Além da venda do cobre, a Oi busca outras fontes de receita, como a alienação de imóveis ociosos e a arbitragem contra a União, que pode render mais de R$ 50 bilhões em compensação. No entanto, persistem incertezas sobre prazos e valores, já que os custos de extração das redes e a diversidade dos imóveis dificultam projeções precisas. A empresa também enfrenta desafios em seu braço de TI e conectividade, a Oi Soluções, que registrou queda no faturamento devido à migração para fibra ótica.
Apesar de ter reportado lucro líquido de R$ 9,6 bilhões em 2024—impulsionado pelo abatimento de dívidas no plano de recuperação—a Oi ainda apresenta resultados operacionais negativos, com Ebitda de -R$ 1,5 bilhão. A estratégia da “Nova Oi” é focar em subsidiárias como Serede e Tahto, enxugando operações para se tornar mais eficiente. O presidente Marcelo Milliet destacou o potencial de crescimento dessas unidades, mesmo em um cenário de receita em declínio.