A Oi, em recuperação judicial pela segunda vez, iniciou o processo de desmobilização de suas redes de cobre, que por décadas sustentaram a telefonia fixa no Brasil. Com a mudança do regime de concessão para autorização, aprovada pela Anatel, a operadora pode desativar parte da infraestrutura obsoleta, reduzindo custos de manutenção. O cobre das redes subterrâneas será vendido para a V.tal, enquanto o material aéreo será extraído gradualmente. A empresa espera ganhos financeiros com a venda do metal e a diminuição de despesas, embora o valor exato ainda seja incerto devido aos altos custos de extração.
Além da desmobilização, a Oi planeja vender imóveis ociosos, totalizando quase 7 mil propriedades em diversas regiões do país. Outra frente é a arbitragem contra a União, que pode render mais de R$ 50 bilhões em compensação por prejuízos históricos. Enquanto aguarda o desfecho, a empresa focará no crescimento através da Oi Soluções, braço dedicado a TI e conectividade para empresas, apesar da queda no faturamento causada pela migração de clientes para fibra óptica. Subsidiárias como Serede, Tahto e Oi Services também são vistas como fontes de valor futuro.
Em 2024, a Oi registrou lucro líquido de R$ 9,6 bilhões, impulsionado pelo plano de recuperação aprovado em abril, que reduziu suas dívidas em 70%. No entanto, o Ebitda operacional ficou negativo em R$ 1,5 bilhão, e a receita líquida caiu 14,2%, refletindo os desafios da transição para um modelo mais enxuto. A “Nova Oi” busca consolidar-se como uma empresa eficiente, focada em serviços de maior margem e distante dos negócios tradicionais de telefonia fixa.