Autoridades na França e na Bélgica expressaram descontentamento com o que consideram uma interferência dos Estados Unidos em assuntos europeus, após empresas da UE receberem notificações sobre a aplicação de medidas antidiversidade do governo Trump. As cartas, enviadas a diversas companhias, indicam que as restrições americanas a iniciativas de diversidade, equidade e inclusão também se estendem a empresas estrangeiras que desejam fazer negócios com o governo dos EUA.
A medida tem causado tensões transatlânticas, com europeus argumentando que as políticas internas dos EUA não devem ser impostas a outros países. O caso ganhou destaque após a Disney ser alvo de investigação nos Estados Unidos por suas práticas de diversidade, servindo como um precedente para a pressão exercida sobre empresas europeias.
A reação das autoridades europeias reflete uma preocupação mais ampla com a soberania política e a autonomia das empresas locais. Embora o tema da diversidade seja debatido globalmente, a tentativa de estender regras americanas além das fronteiras do país tem sido vista como um excesso, potencialmente afetando relações comerciais e diplomáticas entre os continentes.