A Reform UK, partido liderado por Nigel Farage, tem atraído eleitores preocupados com questões como o custo de vida e os impactos da imigração, especialmente sobre o mercado de trabalho e o acesso aos serviços de saúde. Muitos desses eleitores, vindos de camadas mais pobres, veem o partido como uma alternativa viável, principalmente por sentirem que não têm outras opções representativas. A falta de propostas concretas de outros partidos os leva a apoiar a Reform UK como uma forma de protesto ou como uma última tentativa de mudança.
O Partido Trabalhista, por sua vez, enfrenta dificuldades em se distanciar de temas sensíveis como a imigração. A recusa em discutir de maneira significativa esse tópico, juntamente com a intenção de adotar políticas de austeridade e cortar benefícios de pessoas doentes e deficientes, tem gerado críticas e afastado eleitores. Além disso, as decisões tomadas por esse partido, como a redução do abono de combustível no inverno, também contribuem para sua perda de apoio entre os mais vulneráveis.
Diante disso, a principal crítica ao Partido Trabalhista é a sua falta de uma proposta clara e convincente para enfrentar as preocupações da população que se sente desamparada. A recusa em adotar medidas mais progressistas, como a taxação mais alta para os mais ricos, acaba por fazer com que muitos eleitores vejam a Reform UK como a única opção de mudança real, o que coloca o Partido Trabalhista em uma posição difícil no cenário político atual.