Giselle, criada em 1841 por Théophile Gautier, Jean Coralli e Jules Perrot, é considerada uma das heroínas mais icônicas do balé. Sua história, que retrata uma jovem camponesa com um coração fraco, permanece relevante até hoje, inspirando algumas das melhores bailarinas do mundo. A obra se destaca por sua capacidade de transmitir emoções profundas e complexas, o que a torna uma das mais admiradas no repertório clássico.
A personagem Giselle tem sido interpretada por diversas bailarinas ao longo dos anos, desde as performances lendárias de Galina Ulanova e Natalia Makarova até as reinterpretações modernas de artistas como Natalia Osipova. A bailarina Miyako Yoshida, que a interpretou pela primeira vez nos anos 90, destaca a dificuldade de encaixar sua saúde vibrante no papel, mas revela que, ao entrar no palco, conseguiu se transformar completamente na personagem. Isso ilustra a profundidade emocional e a flexibilidade do papel, que permite aos dançarinos explorar uma ampla gama de sentimentos e interpretações.
A popularidade de Giselle não se restringe apenas à interpretação de grandes bailarinas, mas também à forma como o balé, mesmo após quase dois séculos, continua a atrair público e críticos pela sua perfeição técnica e emocional. A bailarina Alessandra Ferri, por exemplo, afirma que a obra é uma das mais completas do balé clássico, mostrando como a história de Giselle continua a ressoar com novas gerações de artistas e espectadores.