O casamento entre primos, uma prática comum em algumas comunidades, está gerando cada vez mais debates, especialmente no Reino Unido, devido aos riscos à saúde dos filhos. Estudos, como o projeto “Nascidos em Bradford”, revelam que filhos de primos em primeiro grau têm maior propensão a desenvolver problemas genéticos, como doenças recessivas, além de enfrentarem desafios no desenvolvimento da fala, linguagem e desempenho escolar. Embora a prática seja amplamente questionada por médicos, com base em dados preocupantes sobre a saúde pública, ainda existe uma defesa cultural que justifica essa união dentro de certos grupos, como a comunidade paquistanesa em Bradford.
Pesquisadores afirmam que a consanguinidade, como é chamada a união entre parentes próximos, eleva as chances de transmissão de genes recessivos e outras complicações de saúde, incluindo mais visitas médicas e taxas de mortalidade infantil mais altas. Contudo, o estudo sugere que a educação genética, com o fornecimento de informações adequadas sobre os riscos, pode ser uma solução mais eficaz do que uma proibição. Em algumas regiões, como na Noruega e Suécia, onde o casamento entre primos foi recentemente proibido, a mudança foi motivada também por questões sociais, como o combate a casamentos forçados e a violência baseada na honra.
Enquanto as opiniões se dividem, com alguns defendendo a proibição e outros promovendo o aconselhamento e a conscientização, a prática continua a ser comum em algumas comunidades do sul da Ásia no Reino Unido. No entanto, com o tempo, observa-se uma diminuição dos casamentos entre primos, com as novas gerações cada vez mais informadas sobre os riscos genéticos e sociais dessa união. As discussões sobre o casamento entre primos não apenas envolvem questões de saúde, mas também estão ligadas ao conceito de integração social e à preservação de valores culturais nas comunidades imigrantes.