Em 19 de março de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a liberação de novos documentos sobre o assassinato de John F. Kennedy, até então classificados como sigilosos. A morte do presidente, ocorrida em 22 de novembro de 1963, continua gerando discussões, especialmente devido à falta de julgamento do principal suspeito, Lee Harvey Oswald, que foi morto dois dias após o atentado. A Comissão Warren, formada pouco após o crime, concluiu que Oswald agiu sozinho, mas suas conclusões foram alvo de críticas e alimentaram teorias conspiratórias. A divulgação dos novos arquivos gerou expectativas, embora especialistas alertassem que pouco seria revelado de novo.
Desde a publicação do relatório final da Comissão Warren, muitas perguntas sobre o caso permaneceram sem respostas, gerando especulações sobre possíveis falhas na investigação e na colaboração de órgãos como a CIA. A teoria da “bala única”, por exemplo, que sugere que um único tiro atingiu tanto o presidente quanto o governador do Texas, é um dos pontos mais controversos do relatório. Além disso, a falta de informações claras sobre as motivações de Oswald e a alegação de manipulação do filme de Zapruder, que documentou o assassinato, são frequentemente citadas por teóricos da conspiração como elementos que indicam falhas na investigação.
Ao longo das décadas, diferentes teorias sobre os responsáveis pelo atentado surgiram, envolvendo desde a União Soviética até o serviço secreto israelense. A especulação sobre a participação de organizações como a CIA, o FBI e até figuras políticas com possíveis interesses no governo de Kennedy também gerou diversos questionamentos. A liberação dos documentos, portanto, não parece ser a chave para uma resolução definitiva, mas sim mais uma peça em um quebra-cabeça que continua a desafiar especialistas e a opinião pública.