O artigo analisa a evolução das ferramentas de busca na internet, que estão migrando do modelo tradicional de palavras-chave (como o Google) para sistemas semânticos baseados em inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e outras plataformas. Essas ferramentas oferecem respostas diretas em linguagem natural, mas enfrentam críticas quanto à qualidade e confiabilidade das fontes, especialmente em pesquisas acadêmicas. O teste comparativo de sete plataformas—incluindo opções gerais (ChatGPT, Gemini) e especializadas (Elicit, SciSpace)—revelou limitações como a pouca utilização de fontes acadêmicas, repetições e falta de aprofundamento em temas complexos.
Text: Apesar das promessas de revolucionar a pesquisa, as ferramentas apresentam problemas como opacidade, alucinações (respostas incorretas mas plausíveis) e inconsistências nos resultados. Plataformas acadêmicas, como Undermind, se destacaram ao citar artigos de alto impacto, mas ainda dependem de bases limitadas, ignorando indexadores consolidados como Scopus. Além disso, a falta de transparência na seleção de fontes e a dificuldade de replicar resultados exatos tornam essas ferramentas inadequadas para revisões bibliográficas rigorosas, como as sistemáticas ou integrativas.
Text: O artigo conclui que, no estágio atual, essas tecnologias são mais úteis para exploração inicial de temas e formulação de hipóteses, mas não substituem a análise humana. A academia precisa debater como integrá-las de forma ética, mantendo princípios como transparência e replicabilidade. Enquanto isso, usuários—especialmente pesquisadores iniciantes e gestores—devem adotar uma abordagem crítica, combinando essas ferramentas com métodos tradicionais para evitar vieses e equívocos.