O novo crédito consignado com garantia do FGTS, lançado pelo governo federal, começou a operar nas plataformas oficiais e deve chegar aos bancos privados em 25 de abril. A modalidade, que tem como objetivo baratear o crédito e melhorar a popularidade do presidente, já enfrenta críticas de economistas e influenciadores financeiros, que questionam o uso do FGTS como garantia. Além disso, os juros atuais ainda estão acima do esperado, com simulações indicando taxas superiores a 3% ao mês, o que tem limitado a formalização de contratos.
O governo planeja uma campanha para esclarecer que o empréstimo deve ser usado com cautela, principalmente para substituir dívidas com juros mais altos, como cheque especial e cartão de crédito. A expectativa é que as taxas caiam nas próximas semanas, conforme grandes bancos como Bradesco, Itaú e Santander passem a operar o sistema. Até agora, Caixa e Banco do Brasil já liberaram R$ 526 milhões em empréstimos, com juros médios entre 1,7% e 2,52%.
Apesar do avanço, persistem dúvidas sobre o impacto real do novo consignado. O Banco Central ainda não avaliou os efeitos na economia, e há incertezas sobre se o crédito representará um fluxo novo ou apenas a substituição de dívidas existentes. Enquanto isso, o debate político se intensifica nas redes sociais, reflexo da polarização em torno das medidas econômicas do governo.