O presidente dos Estados Unidos anunciou que implementará novas tarifas para o setor farmacêutico, sem fornecer detalhes específicos. Durante conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, ele também afirmou estar aberto a negociar acordos com outros países sobre as tarifas recíprocas, que entrarão em vigor em 2 de abril. Essas medidas fazem parte de uma estratégia para pressionar por condições comerciais mais favoráveis aos EUA, incluindo taxações sobre produtos europeus e veículos importados.
As tarifas, segundo o governo norte-americano, visam reduzir déficits comerciais e combater problemas como imigração irregular e tráfico de drogas. No entanto, especialistas alertam que essas políticas podem aumentar a inflação nos EUA e pressionar o Federal Reserve a manter juros altos por mais tempo. Isso, por sua vez, pode fortalecer o dólar e desencadear efeitos globais, como a desaceleração econômica em países envolvidos na guerra comercial, incluindo China e União Europeia.
Para o Brasil, as medidas podem significar um aumento na oferta de produtos chineses no mercado nacional, devido à redução das importações pelos EUA. Além disso, a valorização do dólar pode levar o Banco Central a elevar ainda mais a taxa Selic, impactando a atividade econômica. A situação reforça os riscos de uma escalada nas tensões comerciais globais, com consequências ainda difíceis de mensurar.