O presidente dos Estados Unidos anunciou que novas tarifas para o setor farmacêutico serão divulgadas em breve, sem fornecer detalhes adicionais. Durante conversas com jornalistas a bordo do Air Force One, ele também afirmou estar aberto a negociar acordos comerciais com outros países, mas ressaltou que essas discussões só ocorrerão após a implementação das tarifas recíprocas, previstas para 2 de abril. A estratégia de usar tarifas como ferramenta de negociação tem sido frequente, visando reduzir déficits comerciais e abordar questões como imigração e tráfico de drogas.
Medidas recentes, como a imposição de tarifas de 25% sobre carros importados e compradores de petróleo venezuelano, reforçam a postura agressiva em políticas comerciais. No entanto, há expectativa de flexibilidade para setores específicos, com possíveis descontos para alguns países. O governo argumenta que as taxas podem ser menores do que as praticadas por outras nações há décadas, buscando equilibrar as relações comerciais.
As consequências dessas políticas podem ser amplas, incluindo pressões inflacionárias nos EUA e impactos globais. O Brasil, por exemplo, pode enfrentar desafios como a desaceleração econômica internacional, a valorização do dólar e o aumento da oferta de produtos chineses em outros mercados. Esses fatores podem levar o Banco Central brasileiro a manter juros elevados, afetando a atividade econômica local. A situação reforça a complexidade da guerra comercial e seus efeitos em cadeia.