O governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre todos os veículos e peças automotivas não fabricados no país, elevando a tributação total de 2,5% para 27,5% no caso de importações. A medida, que entra em vigor em abril, também afetará carros elétricos chineses, cuja taxa subirá de 100% para 125%. Segundo assessores, a decisão visa proteger a indústria nacional, já que metade dos carros vendidos nos EUA é produzida no exterior ou montada com peças estrangeiras.
Canadá e México, parceiros no Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (T-MEC), serão impactados, embora veículos montados nesses países tenham tratamento diferenciado: apenas as peças não americanas serão taxadas em 25%. O México, que exporta 80% de sua produção automotiva para os EUA, e montadoras americanas com fábricas no exterior, como Ford e General Motors, devem sentir os efeitos da medida.
A decisão amplia as tensões comerciais e pode desequilibrar as relações econômicas na região, especialmente diante da dependência de importações para abastecer o mercado interno dos EUA. Especialistas alertam para possíveis retaliações e impactos nos preços para consumidores e na cadeia produtiva global.