O filme “The Life List”, da Netflix, é um drama emocional que aborda temas como luto, família, amor e a busca por uma vida mais autêntica. Baseado no best-seller de Lori Nelson Spielman, a trama acompanha uma jovem que recebe mensagens póstumas de sua mãe, guiando-a em uma jornada de autoconhecimento. Com uma narrativa que prioriza o coração sobre a razão, o longa busca conquistar seu público-alvo – principalmente mulheres jovens –, mas enfrenta desafios ao tentar equilibrar sentimentalismo e profundidade.
Dirigido por Adam Brooks, conhecido por trabalhos como “Definitely, Maybe” e “French Kiss”, o filme tenta evocar lágrimas e reflexões, mas acaba sendo excessivamente simplificado e artificial em seu tratamento das emoções humanas. Apesar de explorar situações universais, como o medo de não viver plenamente ou a perda de um ente querido, a execução peca por falta de autenticidade, tornando difícil uma conexão mais profunda com o espectador.
A produção se encaixa no catálogo da Netflix, que tem se destacado por oferecer conteúdos voltados a públicos subrepresentados em outras plataformas. No entanto, “The Life List” não consegue se destacar completamente, ficando aquém de seu potencial emocional. Mesmo assim, pode encontrar ressonância entre quem busca histórias de superação e redenção, ainda que de forma mais superficial.