O Governo de Unidade Nacional de Mianmar (NUG), que lidera a resistência contra o regime militar, anunciou um cessar-fogo unilateral de duas semanas nas áreas afetadas pelo terremoto. A medida, que entra em vigor no domingo, visa facilitar os esforços de resgate e assistência humanitária. O NUG também se comprometeu a colaborar com a ONU e ONGs para garantir segurança e logística em regiões sob seu controle, pedindo ainda a cooperação de grupos étnicos e cidadãos.
O gesto representa um desafio político às forças militares, que têm limitado a ajuda aos deslocados pela guerra, mesmo antes do terremoto. A resistência defende que a assistência humanitária seja ampliada para áreas controladas pelo NUG, mas não houve resposta imediata dos militares ao anúncio. Enquanto isso, relatos da mídia independente indicam que os ataques aéreos em zonas de resistência continuaram após o desastre.
O terremoto agravou a crise humanitária em Mianmar, onde milhões já enfrentavam deslocamento devido ao conflito. A iniciativa do NUG busca aliviar o sofrimento das vítimas, mas a efetividade da medida depende da resposta das forças militares e da coordenação com organizações internacionais. O cenário permanece incerto, com tensões persistentes e desafios logísticos para a distribuição de ajuda.