Há seis anos, a ideia de médicos prescreverem atividades fora dos limites da medicina tradicional, como caminhadas ou contato com a natureza, chamou a atenção de profissionais da saúde. No entanto, em meio às obras de arte do Museu de Belas Artes de Montreal, surgiu a convicção de que a experiência cultural também poderia ser uma poderosa ferramenta terapêutica. Pesquisas recentes apoiam essa abordagem, indicando que a imersão em instituições culturais pode melhorar o bem-estar mental e reduzir a solidão.
A proposta vai além da simples visita a museus, sugerindo que a interação com arte — desde pinturas de Monet até esculturas inuítes — pode ter efeitos tangíveis na saúde. Estudos destacam que essa prática, conhecida como “prescrição cultural”, estimula a conexão emocional e social, elementos cruciais no combate a problemas como ansiedade e isolamento. A iniciativa já ganha espaço em programas de saúde pública em alguns países, integrando cultura ao cuidado preventivo.
Embora ainda haja desafios para implementação em larga escala, a tendência reforça a importância de políticas que unam saúde e cultura. Especialistas defendem que, assim como exercícios físicos e alimentação equilibrada, o acesso à arte deve ser visto como parte essencial de um estilo de vida saudável. O movimento abre caminho para uma visão mais holística da medicina, onde bem-estar e criatividade andam lado a lado.