As mulheres no Brasil continuam lidando com níveis de endividamento mais altos do que os homens, especialmente nas famílias de baixa renda, onde muitas são as únicas responsáveis pelas despesas. Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Serasa revelam que, em fevereiro de 2025, 76,9% das mulheres estavam endividadas, contra 76% dos homens. A diferença, embora menor que em 2024, persiste, refletindo desafios estruturais, como a disparidade salarial e a dificuldade de acesso ao crédito. Além disso, 33% dos lares são sustentados exclusivamente por mulheres, percentual que sobe para 43% nas classes D e E.
A dupla jornada de trabalho remunerado e doméstico agrava a situação, com 90% das entrevistadas pela Serasa relatando essa sobrecarga. Apesar disso, as mulheres demonstram maior preocupação em organizar o orçamento e negociar dívidas, fechando 25% mais acordos que os homens em programas de regularização. Especialistas destacam que, embora o crédito seja essencial para adquirir bens, é crucial analisar taxas de juros e condições para evitar endividamento insustentável.
O texto também traz recomendações para melhor gestão financeira, como controlar gastos fixos, buscar descontos em negociações e evitar o uso indiscriminado de cartão de crédito. A conscientização sobre o orçamento e a escolha de créditos com taxas favoráveis são apontadas como estratégias para reduzir o impacto das dívidas. As informações destacam a necessidade de políticas que abordem as desigualdades de gênero no mercado financeiro e no acesso a oportunidades econômicas.