Em 2025, seis mulheres foram eleitas presidentes de comissões permanentes na Câmara dos Deputados, representando 20% dos 30 colegiados. Embora seja um avanço em relação aos anos anteriores, o número ainda está abaixo do recorde histórico de sete presidentes mulheres, alcançado em 2021. A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), coordenadora da bancada feminina, destacou a importância da conquista, mas ressaltou que as mulheres buscam maior participação em comissões estratégicas, como Constituição e Justiça e Finanças, além de temas tradicionalmente associados a elas.
Entre as novas líderes estão Elcione Barbalho (MDB-PA), que assumirá a Comissão de Meio Ambiente em um ano marcado pela COP30, e Laura Carneiro (PSD-RJ), primeira mulher a comandar a Comissão de Esporte. Célia Xakriabá (Psol-MG), primeira indígena à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, destacou pautas como o combate ao feminicídio e os impactos climáticos sobre agricultoras e quilombolas. A diversidade de perfis e experiências entre as presidentes reflete a busca por uma representação mais ampla.
Outras comissões, como Cultura e Integração Nacional, também terão liderança feminina, com deputadas como Denise Pessôa (PT-RS) e Yandra Moura (União-SE). Apesar do progresso, as mulheres ainda ocupam apenas 18% das cadeiras na Câmara, evidenciando a necessidade de maior equidade. O aumento da participação feminina em cargos de decisão é visto como um passo importante, mas especialistas alertam que há um longo caminho a percorrer para alcançar a paridade.