Uma mulher de 23 anos foi mantida em cárcere privado por cinco anos pelo marido, na zona rural de Itaperuçu, região metropolitana de Curitiba. Durante esse período, a vítima não podia sair de casa sozinha, sendo constantemente vigiada por câmeras de segurança instaladas pelo agressor, que monitorava suas ações remotamente, inclusive no ambiente de trabalho. A mulher só tinha permissão para sair acompanhada, e as saídas eram limitadas a locais controlados pela família do agressor. Em um esforço para pedir ajuda, ela entregou um bilhete a um frentista, mas a polícia não conseguiu investigar devido à falta de informações.
Em março, a vítima conseguiu contatar a Casa da Mulher Brasileira por meio de um e-mail enviado com o celular do marido. Esse foi o ponto de virada, pois, uma semana depois, a polícia conseguiu localizar o agressor e prendê-lo em flagrante. Durante o depoimento, o acusado negou as acusações, mas evidências coletadas pela polícia foram suficientes para incriminá-lo. O Ministério Público solicitou a prisão preventiva, e o acusado permanece foragido.
O caso chamou a atenção para os tipos de violência psicológica e física vividos pela vítima, que foram exacerbados pelo controle excessivo do agressor sobre sua vida. A prisão preventiva foi solicitada, com possíveis penas de até 17 anos de prisão, embora a defesa do acusado tenha preferido não se manifestar publicamente.