Em janeiro, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou sua saída após meses de pressão, com sua popularidade caindo de 65% em setembro de 2016 para apenas 22%. Sua decisão aconteceu em meio a um cenário político cada vez mais desafiador, refletindo o desgaste da imagem de liderança devido a uma série de controvérsias e uma gestão considerada ineficaz em várias áreas.
No final do ano passado, Pierre Poilievre, líder do Partido Conservador, se consolidava como o principal favorito para vencer as próximas eleições gerais. Ele era apoiado por 45% dos canadenses na corrida pelo cargo de primeiro-ministro, com sua popularidade impulsionada por uma postura firme sobre questões econômicas e uma abordagem de política interna que lembrava a de outros líderes populistas globais.
O debate eleitoral estava claramente dominado por questões econômicas, com os eleitores priorizando medidas para reduzir o custo de vida, controlar a inflação e as taxas de juros, além de garantir o acesso à habitação acessível. Esses fatores refletiam a crescente insatisfação com a gestão econômica do país e a busca por soluções que aliviassem a pressão financeira sobre os cidadãos.