O ministro da Justiça e Segurança Pública esclareceu sua declaração sobre a atuação das forças de segurança do Brasil, dada em evento realizado na quarta-feira (19), em Brasília. Durante a palestra, o ministro mencionou que as polícias no país “prendem mal”, o que leva o Judiciário a corrigir erros de prisões. No entanto, a fala gerou controvérsias, e o Ministério da Justiça divulgou uma nota explicando o contexto da declaração. O ministro enfatizou que se referia à falta de integração entre as forças policiais e à necessidade de melhores recursos e informações para aprimorar as prisões.
Na sexta-feira (21), em evento em João Pessoa, Lewandowski reafirmou sua posição, dizendo que a polícia brasileira é bem treinada e eficiente. Ele explicou que a frase foi retirada de contexto e destacou a importância de melhorar a remuneração, o equipamento e a capacitação das polícias para que possam realizar prisões mais eficazes e de acordo com a lei. O governo também está preparando uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para melhorar a integração das forças de segurança, com a criação de um Sistema Único de Segurança Pública.
A proposta de emenda à Constituição visa aumentar a participação da União no combate à criminalidade, além de propor a transformação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma corporação de policiamento ostensivo. Também está prevista a criação de novos mecanismos para garantir mais eficiência na segurança pública. Um dos problemas apontados na nota do Ministério da Justiça é a falta de padronização no registro de informações sobre os detidos, o que dificulta o trabalho dos magistrados nas audiências de custódia.