Durante o julgamento da denúncia de tentativa de golpe de Estado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) destacou que as defesas dos acusados não contestaram a ocorrência dos fatos, mas buscaram afastar a participação direta de seus clientes. Ele ressaltou que as sustentações orais reforçaram a materialidade dos crimes, corroborando as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro votou pela aceitação da denúncia contra todos os investigados, seguindo o mesmo entendimento de outro membro da corte.
O ministro enfatizou a gravidade dos atos, afirmando que houve violência e que os danos poderiam ter sido de grandes proporções. “A conduta é tentar. Se fosse consumado, não teria juízes para julgar”, declarou. Ele também ponderou que eventuais desistências por parte de alguns acusados não eliminam a caracterização da tentativa de golpe, questão que será debatida durante a instrução processual.
O julgamento segue na Primeira Turma do STF, com a PGR buscando a abertura de processo contra oito pessoas, incluindo um ex-presidente. A análise das provas e a discussão sobre autoria devem continuar nos próximos dias, com expectativa de que outros ministros se manifestem sobre o caso.