O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou em evento em São Paulo os benefícios de retomar o superávit primário para a economia do país. Segundo ele, a medida seria um “passe de mágica” para melhorar a trajetória da dívida pública, atrair investimentos e reforçar a confiança de agências de risco. Haddad afirmou que o cumprimento da meta de déficit zero em 2024, dentro da tolerância estabelecida, foi um marco importante, com o resultado ficando em 0,1% do PIB, abaixo do limite de 0,25%.
O ministro também criticou as projeções do mercado para o ano passado, que previam um déficit de 0,8% do PIB — um erro de R$ 80 bilhões em relação ao resultado real. Ele enfatizou que a reconstrução do superávit primário facilitaria a atração de investidores institucionais, como fundos de pensão e soberanos, além de sinalizar estabilidade para a economia.
A fala de Haddad reforçou a defesa da política fiscal do governo, destacando a importância do equilíbrio nas contas públicas para o crescimento econômico. Apesar dos avanços, analistas ainda questionam a viabilidade de atingir um superávit significativo no curto prazo, como o valor de R$ 15 bilhões mencionado em projeções.