O ministro da Fazenda afirmou que o governo não pretende alterar as regras do arcabouço fiscal, mantendo o controle de gastos e a meta de déficit primário. Durante evento em São Paulo, destacou que a economia brasileira está crescendo a uma média de 3,3%, sem pressões internacionais excessivas, e reforçou o compromisso com metas fiscais. Ele também comentou que a taxa de juros, considerada restritiva, deve cumprir seu papel no controle da inflação, sem a necessidade de medidas eleitorais ou exóticas.
O ministro analisou dados positivos do mercado de trabalho, como a criação de mais de 431 mil vagas formais em fevereiro, atribuindo o resultado à expectativa de uma supersafra agrícola. Além disso, expressou expectativa de uma desvalorização global do dólar em 2024, o que, segundo ele, poderia facilitar o trabalho do Banco Central no combate à inflação. Sobre o crédito consignado, explicou que a alta demanda recente reflete a busca por trocar dívidas caras por taxas mais baixas, beneficiando trabalhadores endividados.
Em resposta a declarações sobre o julgamento de um ex-presidente, o ministro defendeu a importância do processo para a democracia, sem que isso atrapalhe a agenda econômica. Reiterou que a liberdade e o Estado de Direito são fundamentais, divergindo de posições que consideram o tema uma distração. O tom foi de equilíbrio, evitando polarizações, mas reforçando a relevância de se enfrentar questões institucionais com seriedade.