O ministro da Fazenda afirmou que o Brasil está em uma posição vantajosa para lidar com a guerra comercial global, destacando o bom relacionamento com China e EUA, principais parceiros comerciais do país. Em entrevista ao Financial Times, ele evitou comentar diretamente sobre o déficit fiscal, comparando sua gestão a um piloto de Fórmula 1, e mencionou projeções do FMI que indicam um aumento da dívida bruta para 97,6% do PIB até 2029. O ministro também ressaltou a ausência de retaliações dos EUA, apesar das críticas às taxas brasileiras, atribuindo isso ao superávit americano na balança comercial com o Brasil.
Além disso, ele comentou o acordo entre Mercosul e União Europeia, fechado em 2024 após duas décadas de negociações, que elimina tarifas em 90% do comércio bilateral, mas ainda enfrenta resistência de alguns países. O ministro avaliou que o mercado financeiro está “chateado” com o governo porque apostas contra a administração atual não se concretizaram, resultando em perdas para alguns gestores.
Por fim, reforçou a neutralidade do Brasil no conflito comercial entre China e EUA, destacando a importância de manter parcerias estratégicas com ambos os países. A abordagem buscou equilibrar otimismo com realismo, sem entrar em detalhes polêmicos sobre políticas fiscais ou críticas diretas a agentes do mercado.