Durante o julgamento de uma denúncia por tentativa de golpe de Estado, uma ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) fez um voto contundente em defesa da democracia, destacando os perigos das ditaduras e rupturas institucionais. Em seu discurso, ela afirmou que regimes autoritários se alimentam da morte não apenas da democracia, mas de pessoas reais, e enfatizou a necessidade de vigilância constante para preservar o Estado Democrático de Direito. A ministra também ressaltou que os eventos do 8 de janeiro de 2023 não foram isolados, mas parte de um processo gradual de desmontagem das instituições.
A ministra citou a historiadora Heloisa Starling para reforçar que golpes não ocorrem de forma abrupta, mas são construídos em etapas e têm efeitos duradouros. Ela ainda compartilhou um episódio ocorrido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, quando a diplomação do presidente eleito foi antecipada devido a riscos percebidos na época. A decisão, segundo ela, foi tomada por responsabilidade e para garantir a integridade do processo eleitoral.
Em sua fala, a ministra reafirmou sua confiança no sistema eleitoral brasileiro, descrevendo-o como confiável, seguro e íntegro. Seu voto serviu como um alerta sobre a importância de proteger a democracia e evitar retrocessos, destacando que a Justiça deve estar atenta para coibir qualquer tentativa de desestabilização institucional.