O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recorreu à Justiça para solicitar o aumento das penas de duas pessoas condenadas por injúria racial e ameaça, em um caso envolvendo um humorista. A condenação original, que foi emitida em fevereiro de 2025, resultou em penas leves para os agressores, o que gerou indignação. A mulher, que proferiu insultos racistas, foi sentenciada a 1 ano e 2 meses de prisão, além de 1 mês de detenção, enquanto o filho recebeu 2 meses de detenção por ameaças. O MP argumenta que a sentença não levou em consideração os danos psicológicos causados à vítima, que sofreu com depressão e prejuízos financeiros.
A vítima relatou que o episódio de racismo, ocorrido em 2022, teve sérios impactos em sua vida pessoal e profissional. O humorista mencionou que, além de enfrentar problemas emocionais e financeiros, foi forçado a se mudar de seu apartamento devido ao ambiente hostil, o que também o levou a um endividamento considerável. Durante a repercussão do caso, ele expressou que as penas impostas não contribuem para a luta contra o racismo no Brasil, destacando que a Justiça deveria ser mais rigorosa para combater tais atitudes.
Em resposta à condenação, a defesa dos acusados contestou as sentenças, alegando falhas processuais e questionando a validade das provas apresentadas. A defesa do filho da ré argumentou que ele não poderia ser considerado culpado devido a uma condição de saúde mental, e a defesa da mulher contestou a acusação de injúria racial, afirmando que os termos utilizados não foram racistas. O caso continua gerando debates sobre a eficácia das punições e a resposta da Justiça a crimes de racismo.