O Ministério da Fazenda revisou para cima sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025, elevando-a de 3,6% para 4,9%, superando o teto da meta de 4,5%. A expectativa é de desaceleração nos preços de alimentos, estabilidade na inflação de serviços e aceleração nos preços de bens industriais até o final do ano. O impacto da isenção de ICMS sobre a cesta básica, proposta para todos os Estados, é estimado em 0,46 ponto porcentual no IPCA de 2025, com um possível efeito de 2,91 pontos apenas na inflação de alimentos.
Além das medidas fiscais, a Fazenda aponta que a remoção das tarifas de importação de alguns alimentos poderá ajudar na redução da inflação desses itens, embora o impacto seja incerto. Essas ações visam aumentar a concorrência e reduzir as pressões nos preços dos alimentos, estimulando a importação e a circulação de produtos no Brasil. A projeção do IPCA para 2026 foi revista de 3,4% para 3,5%, enquanto a expectativa para 2027 em diante é de que o índice se aproxime da meta central de 3%.
Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a estimativa para 2025 foi elevada para 4,8%, contra 3,4% na projeção anterior, e a previsão para 2026 passou de 3,3% para 3,4%. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) também teve sua projeção revisada, subindo de 4,9% para 5,8% para este ano e para 4,4% em 2026. A atualização das projeções reflete as expectativas do governo para o comportamento da inflação nos próximos anos.