O Ministério da Fazenda enviou ao Congresso um projeto de lei para manter a isenção tributária de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), Fiagro e fundos patrimoniais, revertendo o veto presidencial que havia gerado insegurança jurídica. A medida visa preservar incentivos fiscais e a atratividade desses produtos financeiros, após pressão de parlamentares e do mercado, que argumentavam sobre possíveis impactos negativos no setor imobiliário e no agronegócio. A proposta busca alinhar a tributação com a reforma fiscal em curso, garantindo previsibilidade aos investidores.
Em outro destaque, o governo estuda ampliar o Minha Casa, Minha Vida com um aporte extra de R$ 15 bilhões, possibilitando uma nova faixa de financiamento para famílias com renda de até R$ 12 mil. A revisão nos limites de preço, com um teto potencial de R$ 500 mil, pode aumentar a acessibilidade em 35%. O mercado imobiliário segue aquecido para construtoras de baixa renda, enquanto o segmento de classe média enfrenta desafios devido ao cenário macroeconômico.
No mercado financeiro, a alta da Selic para 14,25% mantém os investidores cautelosos, com preferência por renda fixa. Enquanto isso, balanços corporativos de empresas como JBS, Sabesp e Cemig apresentaram desempenho sólido, reforçando oportunidades no mercado. No setor de telecomunicações, a Vivo se destaca frente à TIM, devido à sua estratégia operacional e crescimento sustentável, mantendo-se como opção preferencial para investidores.