O dia de hoje (19.mar.2025) é de grande atenção para os mercados financeiros, com a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos. Espera-se que a taxa de juros seja mantida entre 4,25% e 4,50%, com os investidores focados nos comentários de Jerome Powell e nas projeções econômicas. A incerteza gerada pelas tarifas comerciais do governo Trump continua a impactar as expectativas, mantendo o Fed em um dilema entre o crescimento econômico e pressões inflacionárias. Os mercados também precificam a possibilidade de cortes de juros ao longo deste ano, mas os dirigentes do Fed destacam que a política dependerá dos efeitos das tarifas.
No Japão, o Banco Central manteve sua taxa de juros em 0,5%, sinalizando cautela diante dos impactos das políticas comerciais dos EUA, que afetam fortemente a economia japonesa, dependente das exportações. A semana é marcada por reuniões de outros bancos centrais globais, como o Banco da Inglaterra e o Banco Nacional Suíço, refletindo um período de decisões econômicas cruciais para o cenário internacional. No mercado de petróleo, os preços caem devido ao acordo entre Rússia e EUA sobre a suspensão de ataques a infraestruturas energéticas na Ucrânia, que pode resultar em maior oferta de petróleo russo no mercado global.
No Brasil, os investidores aguardam a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com expectativa de elevação da taxa Selic em 100 pontos-base para 14,25% ao ano. Apesar disso, o mercado tem especulado sobre o fim do ciclo de alta dos juros, especialmente com a recente queda do dólar e a redução das pressões inflacionárias. A proposta fiscal do governo, que prevê isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais, também gera debates, com o governo afirmando que a medida não aumentaria a carga tributária, mas redistribuiria a arrecadação.