A mediana das projeções do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 manteve-se em 15,0% pela 12ª semana consecutiva, indicando que os juros devem subir mais 0,75 ponto percentual. O Copom elevou a taxa básica de 13,25% para 14,25% em abril e sinalizou um novo aumento, porém menor, em maio. Caso confirmado, o patamar de 15% será o maior desde maio de 2006, quando a Selic começou a ser reduzida após atingir 19,75% em 2005.
As estimativas para os anos seguintes também se mostraram estáveis: a mediana para 2026 ficou em 12,50% (com leve alta nas projeções mais recentes), enquanto as previsões para 2027 e 2028 permaneceram em 10,50% e 10,0%, respectivamente. O Copom destacou que a trajetória dos juros após maio dependerá do cenário inflacionário e do compromisso com a convergência da inflação.
Em comunicado recente, o presidente do Banco Central reforçou a necessidade de reunir mais informações antes de definir os próximos passos, evitando dar orientações prévias. A postura cautelosa reflete a busca por confiança no processo de controle da inflação, conforme detalhado no Relatório de Política Monetária, que substituiu o antigo RTI. O mercado segue atento aos sinais do comitê, que deve manter uma abordagem gradualista diante das incertezas econômicas.