A morte de uma adolescente na Grande São Paulo reacendeu a discussão sobre a insegurança enfrentada por mulheres em espaços públicos, especialmente à noite. Relatos de mulheres como Camila e Narriman ilustram a rotina de medo durante deslocamentos, com trajetos longos, mal iluminados e desertos. Pesquisas mostram que três em cada quatro mulheres já sofreram assédio, com transporte público e vias pouco iluminadas sendo os locais mais frequentes dessas ocorrências.
A sensação de vulnerabilidade é agravada pela falta de infraestrutura urbana, como calçadas obstruídas e iluminação precária. Estratégias como andar no meio da rua, evitar salto alto ou carregar objetos para defesa são comuns entre as entrevistadas. Um estudo aponta que melhorias na iluminação pública podem reduzir crimes em até 21%, mas muitas cidades ainda falham em oferecer condições básicas de segurança.
A reportagem, gravada em São Paulo, Osasco e Guarulhos, revela como a ausência de políticas eficazes deixa mulheres em constante estado de alerta. Prefeituras afirmam investir em iluminação LED e patrulhamento, mas para muitas, a volta para casa segue sendo uma jornada de angústia e oração. A realidade exposta evidencia a urgência de ações que transformem espaços públicos em locais seguros para todos.