O governo federal está apostando em medidas econômicas recentemente anunciadas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e a liberação do crédito consignado, para tentar melhorar sua popularidade. No entanto, ambas as propostas dependem de aprovação do Congresso Nacional, que já sinalizou possíveis alterações, especialmente no caso da isenção fiscal. Enquanto isso, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) intensifica esforços para destacar programas sociais, como Mais Médicos e Farmácia Popular, como parte de uma estratégia para reforçar a imagem do governo.
A popularidade do governo vem apresentando queda, com 53% dos eleitores desaprovando sua gestão, segundo pesquisa do PoderData. A Secom, sob nova liderança, busca reverter esse cenário com campanhas mais assertivas e maior exposição do presidente, que tem adotado um tom mais espontâneo em seus discursos. No entanto, essa abordagem também resultou em controvérsias, embora o Planalto avalie que os benefícios da maior visibilidade superam os riscos.
Um evento marcado para 2 de abril em Brasília deve apresentar um balanço das ações do governo e lançar novas diretrizes para a segunda metade do mandato. A comunicação está centrada em destacar políticas sociais e econômicas, com o slogan “Brasil dos Brasileiros”, em uma tentativa de consolidar uma narrativa positiva. A eficácia dessas medidas, porém, ainda depende da aprovação legislativa e da receptividade da população.