Medidas que impedem empresas envolvidas com o uso de trabalho forçado em qualquer parte da cadeia de suprimentos da estatal Great British Energy de receberem recursos públicos estão em risco de ser revertidas. A cláusula foi inserida no projeto de lei de energia no mês de fevereiro, durante discussões na Câmara dos Lordes. A proposta visava reforçar o combate à escravidão moderna, proibindo que essas empresas se beneficiassem de contratos governamentais.
No entanto, a proposta enfrentou resistência e pode ser removida na próxima sessão. Deputados do Partido Trabalhista estão sendo orientados a votar contra a cláusula, com a justificativa de que a medida poderia ter implicações indesejadas para o setor de energia. O governo tem enfrentado críticas sobre sua postura em relação ao uso de trabalho forçado e as ações para garantir a responsabilidade social das empresas contratadas.
Se a cláusula for derrubada, isso pode enfraquecer os esforços para combater a escravidão moderna dentro da indústria de energia no Reino Unido. A questão continua gerando debates acalorados sobre o equilíbrio entre regulação governamental e a atuação das empresas em um mercado competitivo, com um foco crescente na ética e na transparência nas práticas comerciais.